domingo, 21 de março de 2010

Escola e Meio Ambiente:Sensibilizar para conscientizar

Este texto é o eixo gerador do nosso trabalho de conclusão de curso.Vale apena ler!!!
Escola e Meio Ambiente:Sensibilizar para conscientizar
Por Prof. René Manoel de Souza e Silva e Profª. Lucicleide Lemos

Início de ano letivo é sinônimo de planejamento na escola.Planejar significa não somente pensar e repensar metodologias pedagógicas mais acima de tudo, refletir a respeito das mesmas.Não uma reflexão apenas individual mas sim, uma reflexão conjunta onde haja a participação de todos os atores do contexto escolar: equipe gestora, pais professores e alunos.Ao sentarmos na sala de professores para análise dos conteúdos do planejamento escolar, e por fim, das ações que constituem o PPP (Projeto Político Pedagógico) sempre elencamos o tema meio ambiente.Até utilizamos novas nomenclaturas como PEPP (Projeto- ECO- Político Pedagogico), acertamos metodologias para tratar o tema, discutimos o assunto, associamos o mesmo a outras vertentes como por exemplo a Arte.Fica tudo esteticamente muito bom mas na prática...é de fato muito diferente.Ao observarmos os últimos acontecimentos, enchentes infernais que paralizam grandes cidades como São Paulo, aumento da temperatura mundial, furacões, desmatamento e escassez de recursos minerais por vezes paramos e refletimos:Temos um planejamento, um PPP, conteúdos acertados mas tudo isso, colocados paralelamente aos acontecimentos citados anteriormente, nos leva a seguinte inquietação e paradoxo:"Como agentes multiplicadores de conhecimento, temos alcançado nossos objetivos quanto a temática ambiental?Estamos sensibilizando nossos alunos a respeito do meio ambiente o qual fazem parte?Estamos formando agentes multiplicadores de conhecimento?FALTA SENSIBILIDADE PROFESSOR!!!Antes de concientizar é preciso sensibilizar e só se inicia esse processo com prática pedagógica ou seja AÇÂO-REFLEXÂO-AÇÂO.Para isso, é necessário estrapolar as barreiras arquitetônicas e de tempo, resquicios da educação "afrancesada" que recebemos que vez ou outra, insiste em nos perseguir muitas vezes em ações até mesmo inconscientes.Por vezes nossos projetos são mortos ou seja, falta razão, sentido, fundo social e quando são bons...cadê a prática?Vamos ilustrar esse pensamento que para nós se transmuta em constante inquietação.Certo dia eu professor René deço do ônibus.Junto, descem uma senhora de aproximadamente 37 anos e uma garota que aparentava uns 8 ou 9 anos.A garota comia salgadinho e de repente jogou a embalagem no chão.Eu apanhei o pacote e a senhora virou para mim e disse:"Pode deixar no chão mesmo moço ela já terminou!"Perguntamos:Essas pessoas estão sensibilizadas sobres os problemas ambientais que nos submetemos dia após dia?Com certeza ambas frequentam a escola ou pelo menos a criança por estar em idade escolar.A escola está de fato cumprindo seu papel de formadora de cidadãos conscientes e que agem de maneira ética em sociedade?Perguntas, perguntas e perguntas que não querem calar...O cerne da questão não está nas informações que transmitimos pois no mundo globalizado o qual vivemos o que não nos falta é informação dos mais variados veículos.A questão é:Essas informações estão sendo transformadas em conhecimento?Nossos alunos estão pondo em prática o que aprendem sobre o meio ambiente ou qualquer que seja o assunto?Eles conversam sobre o que aprendem com os pais, amigos e vizinhos?Se não transmitem o que aprenderam de maneira segura e consciente, não estão sensibilizados.Sugerimos que como educadores, comecemos a repensar constantemente que tipo de cidadão queremos formar.Assuntos como consumismo, pragmatismo, cooperativismo, ética e empatia devem estar inseridos na nossa prática pedagógica cotidiana.É preciso sensibilizar nossos alunos de que uma ação individual mal pensada pode gerar consequencias coletivas terriveis. Inclusive par ele mesmo.O papel de bala ou o saco de salgadinho que ele joga se refletira numa resposta da natureza.Enfim, queremos mudar o mundo não queremos?Então que comecemos apriori a mudança por nós mesmos!Nós precisamos mudar, repensar atitudes e ações...precisamos nos encher de sensibilidade e empatia pois ninguém conscientiza ninguém antes de sensibilizar.

10 Mitos Sobre a Sustentabilidade


1 - Ninguém sabe o que a sustentabilidade significa realmenteIsso não chega perto de ser verdade. O sentido moderno da palavra entrou no léxico em 1987, com a publicação do Nosso Futuro Comum (Our Common Future), relatório feito pela Comissão Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (também conhecido como Relatório Brundtland, levando o nome da presidente da comissão, a diplomata norueguesa Gro Harlem Brundtland). Esse relatório definiu o desenvolvimento sustentável como 'desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras em satisfazerem as suas próprias necessidades.'
2 - A sustentabilidade é só sobre o meio ambienteO movimento da sustentabilidade - não apenas a palavra - também remete ao Relatório Brundtland. Originalmente, seu foco era em encontrar maneiras para que as nações pobres alcançassem os mais ricos em termos de padrão de vida. Essa meta significava proporcionar aos países desfavorecidos melhor acesso aos recursos naturais, incluindo água, energia e alimentos - todos se originam de uma forma ou de outra, do meio ambiente.
'A economia', diz Anthony Cortese, fundador e presidente da organização de educação e sustentabilidade Second Nature, 'é uma subsidiária integral da biosfera. A biosfera fornece tudo o que torna possível a vida, assimila os nossos resíduos ou os transformam em algo que podemos usar'.Caso usemos recursos de modo ineficiente, gerando resíduos de forma rápida demais para o ambiente absorver e processar, as gerações futuras, obviamente, não poderão satisfazer as suas necessidades. Paul Hawken, escritor e empresário (co-fundador da empresa de ferramentas Smith & Hawken), diz: 'temos uma economia em que roubamos o futuro, o vendemos no presente, e chamamos-o de PIB [Produto Interno Bruto]'.
Se as pessoas continuarem a emitir dióxido de carbono (CO2) no ar, por exemplo, não terão, necessariamente, exaustão de recursos, porém, o clima será alterado de uma forma que poderá impor encargos enormes às gerações futuras. O mesmo, naturalmente, se aplica aos subprodutos tóxicos de todos os tipos de atividade humana, despejados no solo, nos rios, oceanos e atmosfera.
Os seres humanos evoluíram em um mundo não-tecnológico. Logo, parece ser necessária alguma conexão com a natureza para gerar satisfação. Esse conceito é difícil de provar cientificamente. No entanto, Nancy Gabriel, diretor do Instituto de Sustentabilidade em Hartland, Vermont, sustenta: 'se observarmos a sociedade ocidental, encontraremos índices alarmantes de depressão, isolamento e pessoas marginalizadas. Eu acho que a reconexão com a terra é uma importante forma de restabelecer um nível básico de felicidade.' Essa ideia levou cidades e estados em várias partes do mundo a preservarem terras para manter espaços abertos.
3 - Sustentável é um sinônimo para “verde”Embora exista uma certa sobreposição entre os termos, 'verde' geralmente sugere uma preferência pelo “natural” em detrimento ao “artificial”. Com cerca de seis bilhões de pessoas no planeta hoje, e outros três bilhões esperados para a metade do século, a sociedade não pode esperar em dar-lhes um padrão de vida confortável sem uma forte dependência da tecnologia. Os carros elétricos, turbinas eólicas e painéis solares são a antítese de “natural”, porém, permitem que as pessoas circulem, aqueçam suas casas e preparem seus alimentos com recursos renováveis, enquanto emitem menos produtos químicos nocivos.
4 – “É tudo sobre reciclagem”“Escuto muito isso”, diz Shana Weber, gerente de sustentabilidade da Universidade de Princeton. 'Por alguma razão, a reciclagem foi a mensagem de resistência que saiu do movimento ambientalista na década de 1970'. É claro que a reciclagem é importante: reutilizar metal, papel, madeira e plástico ao invés de descartá-los reduz a necessidade de extração de matérias-primas a partir do solo, florestas e depósitos de combustíveis fósseis. A utilização mais eficiente de quase tudo é um passo em direção à sustentabilidade. Porém isso é apenas uma peça do quebra-cabeça. “As áreas mais importantes, em termos de sustentabilidade, são a energia e transporte. Se você pensa que vive de modo sustentável só porque recicla, é preciso pensar de novo.”
5 – “A Sustentabilidade é muito cara”Esse mito, segundo Nancy Gabriel, possui uma “pitada de verdade”. Mas somente uma pitada. 'É verdade, em curto prazo, em determinadas circunstâncias', diz Cortese, 'mas certamente não em um prazo longo'. A verdade está no fato de que se uma empresa possui um sistema insustentável ou, se uma casa usa lâmpadas incandescentes, é necessário gastar algum dinheiro para instalar uma tecnologia sustentável.
Em geral, os governos e as empresas podem tomar esse passo mais facilmente do que os indivíduos. 'Nos últimos sete anos', explica Cortese, 'a DuPont (segunda maior empresa química do mundo) tem feito investimentos para reduzir as suas emissões de gases de efeito estufa em 72 por cento em relação aos níveis de 1990. Com isso, já economizou US$ 2 bilhões”.
6 - Sustentabilidade significa reduzir o padrão de vidaNão é verdade. Sustentabilidade significa que temos de fazer mais com menos. Porém, argumenta Hawken, “depois que começamos a nos organizar e inovar dentro dessa mentalidade, os avanços são extraordinários. Eles nos permitirão alcançar taxas muito superiores de produtividade'. Além disso, ele e outros afirmam que o estabelecimento de uma vida sustentável será um poderoso motor econômico. 'Enfrentar as alterações climáticas', diz ele, 'é o maior programa de criação de emprego existente'.
7 - As escolhas feitas pelos consumidores e o ativismo popular, e, não a intervenção do governo oferece as vias mais eficientes para a sustentabilidadeAções populares são úteis e necessárias. Mas o progresso em algumas reformas, como a redução das emissões de CO2, só pode ocorrer rapidamente se autoridades se comprometerem a fazer isso acontecer. A intervenção dos governos, estabelecendo metas de redução de emissões e fiscalizando a atuação de empresas e dos indivíduos é peça-chave para o alcance de uma sociedade sustentável.
8 – A solução está no desenvolvimento de novas tecnologiasNão necessariamente. Às vezes uma tecnologia existente pode fazer uma grande diferença. Às vezes é preciso um modelo de negócios criativo. O empresário israelense Shai Agassi, por exemplo, quer eletrificar a frota de carros do mundo, o que seria um grande passo para a diminuição das emissões de carbono. A sua proposta, que está sendo testada no Israel e na Dinamarca, consiste em criar postos de troca da bateria ao longo das estradas. O que você faz se estiver na estrada e a bateria ficar fraca? Você para em uma estação, e a bateria é trocada por outra completamente carregada.
“Agassi está propondo uma melhor utilização da mesma tecnologia”, diz Mark Lee, diretor da consultoria inglesa SustainAbility.
9 - Sustentabilidade é, no final das contas, um problema populacionalEsse mito, na verdade, é uma falsa solução. Especialistas concordam que a melhor maneira de limitar o crescimento populacional é educar as mulheres e elevar o padrão de vida em geral, nos países em desenvolvimento. Essa estratégia, porém, não é suficiente para reduzir a população. Estimativas da ONU dizem que o planeta terá que sustentar mais 2,6 bilhões de pessoas em 2050. Porém, mesmo com a população atual de 6,5 bilhões, estamos usando os recursos a um ritmo insustentável. Não há maneira de reduzir significativamente a população sem invadir os direitos individuais (como a China fez com a sua política do filho único). Nenhuma proposta parece preferível a reduzir o desperdício de recursos.
10 - Uma vez entendido o conceito, viver de forma sustentável é algo fácil de se alcançarUma escolha que pareça ser sustentável, em uma análise mais detalhada, pode ser problemática. Produzir etanol a partir do milho, por exemplo. À primeira vista, a utilização de uma fonte de energia produzida a partir de fontes renováveis pode parecer um passo em direção à sustentabilidade. Porém, o direcionamento do milho para a produção de combustível pode gerar um desequilíbrio no mercado de alimentos, encarecendo não só o cereal em si como todos os produtos que dependem dele para ser fabricado, dificultando o acesso da população a um item básico, que é a alimentação.
Não podemos declarar qualquer prática como “sustentável” até a realização de uma análise completa de seu ciclo de vida e de seus custos ambientais. Mesmo assim, a tecnologia e as políticas públicas continuam a evoluir. A meta admirável da vida sustentável exige um esforço contínuo, de maneira individual e coletiva.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Educação Ambiental nas Escolas

O QUE É EDUCAÇÃO AMBIENTAL?



A Educação Ambiental é um processo participativo, onde o educando assume o papel de elemento central do processo de ensino/aprendizagem pretendido, participando ativamente no diagnóstico dos problemas ambientais e busca de soluções, sendo preparado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e formação de atitudes, através de uma conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania.






VALORES DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL



A Educação Ambiental deve buscar valores que conduzam a uma convivência harmoniosa com o ambiente e as demais espécies que habitam o planeta, auxiliando o aluno a analisar criticamente o princípio antropocêntrico, que tem levado à destruição inconseqüente dos recursos naturais e de várias espécies. É preciso considerar que:
A natureza não é fonte inesgotável de recursos, suas reservas são finitas e devem ser utilizadas de maneira racional, evitando o desperdício e considerando a reciclagem como processo vital;
As demais espécies que existem no planeta merecem nosso respeito. Além disso, a manutenção da biodiversidade é fundamental para a nossa sobrevivência;
É necessário planejar o uso e ocupação do solo nas áreas urbanas e rurais, considerando que é necessário ter condições dignas de moradia, trabalho, transporte e lazer, áreas destinadas à produção de alimentos e proteção dos recursos naturais.




A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA




A escola é o espaço social e o local onde o aluno dará seqüência ao seu processo de socialização. O que nela se faz se diz e se valoriza representa um exemplo daquilo que a sociedade deseja e aprova. Comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos na prática, no cotidiano da vida escolar, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis.
Considerando a importância da temática ambiental e a visão integrada do mundo, no tempo e no espaço, a escola deverá oferecer meios efetivos para que cada aluno compreenda os fenômenos naturais, as ações humanas e sua conseqüência para consigo, para sua própria espécie, para os outros seres vivos e o ambiente. É fundamental que cada aluno desenvolva as suas potencialidades e adote posturas pessoais e comportamentos sociais construtivos, colaborando para a construção de uma sociedade socialmente justa, em um ambiente saudável.
Com os conteúdos ambientais permeando todas as disciplinas do currículo e contextualizados com a realidade da comunidade, a escola ajudará o aluno a perceber a correlação dos fatos e a ter uma visão holística, ou seja, integral do mundo em que vive. Para isso a Educação Ambiental deve ser abordada de forma sistemática e transversal, em todos os níveis de ensino, assegurando a presença da dimensão ambiental de forma interdisciplinar nos currículos das diversas disciplinas e das atividades escolares.
A fundamentação teórico/prática dos projetos ocorrerá por intermédio do estudo de temas geradores que englobam palestras, oficinas e saídas a campo. Esse processo oferece subsídios aos professores para atuarem de maneira a englobar toda a comunidade escolar e do bairro na coleta de dados para resgatar a história da área para, enfim, conhecer seu meio e levantar os problemas ambientais.
Os conteúdos trabalhados serão necessários para o entendimento dos problemas e, a partir da coleta de dados, à elaboração de pequenos projetos de intervenção.
Considerando a Educação Ambiental um processo contínuo e cíclico, o método utilizado pelo Programa de Educação Ambiental para desenvolver os projetos e os cursos capacitação de professores conjuga os princípios gerais básicos da Educação Ambiental (Smith, apud Sato, 1995).