Este texto é o eixo gerador do nosso trabalho de conclusão de curso.Vale apena ler!!!
Escola e Meio Ambiente:Sensibilizar para conscientizar
Por Prof. René Manoel de Souza e Silva e Profª. Lucicleide Lemos
Início de ano letivo é sinônimo de planejamento na escola.Planejar significa não somente pensar e repensar metodologias pedagógicas mais acima de tudo, refletir a respeito das mesmas.Não uma reflexão apenas individual mas sim, uma reflexão conjunta onde haja a participação de todos os atores do contexto escolar: equipe gestora, pais professores e alunos.Ao sentarmos na sala de professores para análise dos conteúdos do planejamento escolar, e por fim, das ações que constituem o PPP (Projeto Político Pedagógico) sempre elencamos o tema meio ambiente.Até utilizamos novas nomenclaturas como PEPP (Projeto- ECO- Político Pedagogico), acertamos metodologias para tratar o tema, discutimos o assunto, associamos o mesmo a outras vertentes como por exemplo a Arte.Fica tudo esteticamente muito bom mas na prática...é de fato muito diferente.Ao observarmos os últimos acontecimentos, enchentes infernais que paralizam grandes cidades como São Paulo, aumento da temperatura mundial, furacões, desmatamento e escassez de recursos minerais por vezes paramos e refletimos:Temos um planejamento, um PPP, conteúdos acertados mas tudo isso, colocados paralelamente aos acontecimentos citados anteriormente, nos leva a seguinte inquietação e paradoxo:"Como agentes multiplicadores de conhecimento, temos alcançado nossos objetivos quanto a temática ambiental?Estamos sensibilizando nossos alunos a respeito do meio ambiente o qual fazem parte?Estamos formando agentes multiplicadores de conhecimento?FALTA SENSIBILIDADE PROFESSOR!!!Antes de concientizar é preciso sensibilizar e só se inicia esse processo com prática pedagógica ou seja AÇÂO-REFLEXÂO-AÇÂO.Para isso, é necessário estrapolar as barreiras arquitetônicas e de tempo, resquicios da educação "afrancesada" que recebemos que vez ou outra, insiste em nos perseguir muitas vezes em ações até mesmo inconscientes.Por vezes nossos projetos são mortos ou seja, falta razão, sentido, fundo social e quando são bons...cadê a prática?Vamos ilustrar esse pensamento que para nós se transmuta em constante inquietação.Certo dia eu professor René deço do ônibus.Junto, descem uma senhora de aproximadamente 37 anos e uma garota que aparentava uns 8 ou 9 anos.A garota comia salgadinho e de repente jogou a embalagem no chão.Eu apanhei o pacote e a senhora virou para mim e disse:"Pode deixar no chão mesmo moço ela já terminou!"Perguntamos:Essas pessoas estão sensibilizadas sobres os problemas ambientais que nos submetemos dia após dia?Com certeza ambas frequentam a escola ou pelo menos a criança por estar em idade escolar.A escola está de fato cumprindo seu papel de formadora de cidadãos conscientes e que agem de maneira ética em sociedade?Perguntas, perguntas e perguntas que não querem calar...O cerne da questão não está nas informações que transmitimos pois no mundo globalizado o qual vivemos o que não nos falta é informação dos mais variados veículos.A questão é:Essas informações estão sendo transformadas em conhecimento?Nossos alunos estão pondo em prática o que aprendem sobre o meio ambiente ou qualquer que seja o assunto?Eles conversam sobre o que aprendem com os pais, amigos e vizinhos?Se não transmitem o que aprenderam de maneira segura e consciente, não estão sensibilizados.Sugerimos que como educadores, comecemos a repensar constantemente que tipo de cidadão queremos formar.Assuntos como consumismo, pragmatismo, cooperativismo, ética e empatia devem estar inseridos na nossa prática pedagógica cotidiana.É preciso sensibilizar nossos alunos de que uma ação individual mal pensada pode gerar consequencias coletivas terriveis. Inclusive par ele mesmo.O papel de bala ou o saco de salgadinho que ele joga se refletira numa resposta da natureza.Enfim, queremos mudar o mundo não queremos?Então que comecemos apriori a mudança por nós mesmos!Nós precisamos mudar, repensar atitudes e ações...precisamos nos encher de sensibilidade e empatia pois ninguém conscientiza ninguém antes de sensibilizar.

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